domingo, 20 de novembro de 2011

Não dá para trocar



Há tempos não tinha sido bombardeado e minha fé não tinha sido colocada em “xeque” como nessa ultima semana.
É inegável que apesar de não ter feito aparentemente nada que desagradasse a Deus meu coração estava confuso.
E é uma confusão maligna que traz a dúvida, e onde está à dúvida não há fé, e tudo isso por permitir e abrir brechas para conversas malditas de pessoas enviadas por Satanás para nos abalar e desviar do caminho de Deus. Coisas aparentemente bobas, mas sutis o suficiente para nos afetar a alma e nos desviar do foco e nos deixar confusos e tristes.
Um bom exemplo dessa insistência para mudar o meu estilo de vida e deixar as coisas de Deus de lado, como aconteceu varias vezes nessa semana, foi ontem após um culto em um béssimo lugar ao pé de uma serra, encontrei uma menina linda, solteira como eu, sem namorado, insistindo muito para que a gente saísse junto e fosse no baile anual mais tradicional da minha cidade, que acontecia no mesmo dia, eu tive que decidir rápido o que queria fazer. Veja bem isso após um culto, claro que ela participa dos cultos, mas ela nunca conheceu verdadeiramente Jesus, não a culpo, pois vivi anos assim dentro da igreja, um dia ela encontrará o Deus que supre todas as necessidades e sairá de “cima do muro”.
E por essas e outras nesses dias tenho me abatido, e esse abatimento até hoje de manha tinha me deixado “em cima do muro” tambem, entre as coisas do mundo e o céu, entre Deus e o Diabo, e me perguntei mais uma vez, como em tantas outras vezes se realmente esse é o caminho certo, se vale realmente a pena tudo o que passo para servir a Deus, que às vezes parece distante, ou será que não estaria perdendo meu tempo com todo esse meu esforço em busca de uma esperança de vida eterna, que parece não condizer com a realidade latente e o modelo de vida das pessoas em toda a terra.
E hoje domingo para comemorar os 40 anos de casados de meu pai com minha mãe, fui a um lugar que há tempos não ia próximo de minha casa, um restaurante com represas, campo de futebol, sala de jogos, pessoas reunidas e tudo o necessário para que houvesse um mínimo de satisfação. Lá vi pessoas jogando, bebendo, comendo e se divertindo, e essa é uma das coisas que sou cobrado a fazer por ser crente, pois dizem que não me divirto. Tinha tudo para ser excelente, pessoas novas para conhecer, brincar etc., e não posso negar, me diverti, foi bom, não posso dizer que foi ruim, mas mesmo assim, ainda voltei para a casa com o coração apertado.
E esse sentimento eu conheço, é um sentimento de vazio, é um sentimento que era quase que diário antes de eu conhecer a Jesus, e depois de chegar em casa eu comecei a refletir sobre tudo o que já tinha vivido, sobre todas as festas que tinha participado, todas os "porres" que tinha tomado, todas as meninas que tinha ficado, todos os churrasco que tinha tocado (violão) e lembrei, isso nunca me satisfez. Sair de casa com os amigos, levar cerveja, comprar carne, e passar o dia todo comendo, jogando baralho ouvindo “corn music” com o volume do carro no máximo, ficando com uma menina bonitinha na beira de uma represa, como eu vi nesse domingo, nunca me satisfez.
Ir numa festa ficar a noite inteira dançando e depois sair com o carro cheio de mulher para algum lugar para esperar o dia clarear, nunca me preencheu o suficiente. Quando fazia isso ainda faltava algo. E era tanta frustração que muitas vezes saia de casa e voltava com a cabeça cheia daquele barulho daquelas musicas alucinantes e no máximo do som, cansado, e algumas vezes meio bêbado e um vazio enorme dentro de mim, e quando deitava na cama muitas vezes eu chorava, porque aquilo não era suficiente para mim, eu queria mais, eu precisava de mais, tinha algo faltando dentro de mim, e para o que as pessoas dizem que é diversão não estava faltando nada.  Então o que estava faltando? E a reposta eu sabia: eu estava longe de Deus. E eu tentei, tentei sair, beber, distrair, para preencher esse mesmo vazio que essa semana surgiu novamente, mas não deu. E hoje eu sai de casa com o coração duvidoso, e vi novamente o que eu posso ter se abandonar os caminhos de Deus, mas eu não quero, eu não quero esse vazio que estava sentindo essa semana, não quero isso para minha vida, nada compensa o amor de Deus em nossa vida.
E talvez essa semana eu tenha sido bombardeado, e eu tenha sentido de novo um pouquinho daquele vazio que durante muito tempo eu senti, e Deus tenha me mostrado de novo um pouco da diversão do mundo, e do que eu posso ter se eu deixar ele, até permitiu colocar minha fé em duvida, para me fazer lembrar dos momentos que já vivi e de quanto ele me preenche, e me faz feliz, sem precisar de nada disso , que algumas pessoas dizem que eu preciso. Porque nada compensa o amor de Deus que foi derramado nas nossas vidas, e como prova desse amor, o sangue de Jesus foi escorrido sobre a cruz, e eu não posso passar ileso a esse fato, porque tenho provas que Deus existe, que o Espirito de Jesus é vivo, está vivo, e olha e vê cada passo nosso na terra, e em breve virá para julgar os bons e os ruins, e todo o joelho se dobrará, verá e saberá de uma vez por todas, que ele é rei, e está sobre toda a criatura do universo.
É por isso que eu não o abandonarei, é por isso que eu sofro, porque participo de algo grandioso, porque é ele que preenche o "algo" que me falta, que diversão nenhuma no mundo preenche, é ele que me traz a sabedoria e a satisfação, é ele que me faz lembrar que a vida na terra é curta, é passageira, e não vale a pena se entregar as paixões que ela nos oferece, porque no céu serei eterno e a eternidade não tem fim. É um êxtase eterno de glória em glória para todo o sempre, e eu quero estar lá para ver, e estarei lá para ver, em nome de Jesus.

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