quinta-feira, 24 de maio de 2012

De frente com a triste certeza

De vez em quando paro para ouvir as pessoas idosas, minha avó paterna é uma delas. Há muitas recordações na memória dessas pessoas, e há grande saudosismo do tempo em que eram crianças e adolescentes em que podiam andar, correr e caminhar sem dificuldades.
Imagino quando dessas histórias os profissionais de saúde não houve, diariamente dessas pessoas em seus trabalhos.
Mas o que mais marca é ver como cada dia que essas pessoas passam, a morte torna-se um fato próximo, mais real e concreto do que nunca antes para essas pessoas.
A dor é constante, as visitas ao hospital e aos médicos também, a cérebro já não é mais o mesmo, nem as pernas. E diante dessa real situação a ficha cai, e a pessoa percebe que o fim está cada vez mais próximo.
Lembro-me de há uns três meses ter visitado uma tia da minha mãe, que também a chamava de tia, uma dessas senhoras como mais de 80 anos, que era também uma das mulheres que mais orava por mim lá na minha congregação, sempre que me encontrava dizia de sua admiração por mim e do quanto ela acreditava que eu sou um “homem de Deus” como ela enfatizava, também pedia sempre para que eu orasse por ela.
E nesse dia fui lá realmente para ouvir as tristes lamentações de quem sabia que o fim estava próximo, até porque os médicos já tinham previsto isso por seu estado de saúde.
Eu tenho percebido que nesses momentos finais as tentações também marcam presença a fim de desviar a atenção de Deus e fazer com que a pessoa morra de mal com Deus, meu avô materno que morreu com mais de 90 anos sempre comentava isso, que Satanás o perturbava mesmo no fim da vida, e mesmo sendo um homem que sempre procurou fazer a vontade de Deus sentia a pressão para que se desvia dos caminhos de Deus e morresse sem perdão.
Então sabendo disso mais uma vez exaltei a importância e o grande trunfo de todo o homem nessa terra para a minha tia, que é morrer perdoado, morrer em paz com Deus, morrer sabendo para onde vai, e disse claramente em tom humorístico para ela que infelizmente voltar aos 15 anos não mais era possível, que morrer com mais de 80 anos é um privilégio, e que ela devia com coragem encarar a situação e o novo momento com esperança, não arredando o pé da fé em Jesus, crendo que esse não é o fim do cristão, esse é apenas o começo de uma vida eterna, e de que esse tempo aqui é só um ensaio do que há de vir para os que creem em Jesus e tem o seu perdão.
Então ela levantou a voz com firmeza e me disse:
- Disso eu não tenho dúvida Leovando. Eu sei quem é o meu Deus, e eu sei para onde eu estou indo, só estou aguardando o dia em que Deus vier me buscar para viver com ele.
Não precisei de mais nada, aquilo era o que eu já sabia em relação a ela, e que naquele momento o Espírito Santo dentro de mim também confirmou, e eu tive realmente a certeza de que ela era uma pessoa salva.  Um mês depois ela morreu na hemodiálise. Não foi uma novidade, e nem um momento de profunda tristeza para mim.
Enquanto falava para uma amiga que também é cristã, no telefone, que não poderia ir à faculdade porque uma tia minha tinha morrido ela lamentou, e eu disse:
- Imagina Mari, fica tranquila, essa eu sei para onde está indo, é mais uma para povoar o céu, aos poucos os que creem estão povoando o céu, e ri.
Ela riu e me disse que só eu mesmo para fazer piada com a morte da tia.
Mas isso é uma realidade que também não tenho dúvida, nem da fé da minha tia, nem do perdão de Deus e nem dá vida eterna.
E você ainda há alguma dúvida a sanar? Nem todos tem o privilégio de morrer com mais de 80 anos.

domingo, 8 de abril de 2012

Nossa Páscoa

Acredito que todos saibam que, se não é a principal, a Páscoa esta entre as datas mais importantes do calendário cristão.
Apesar da prostituição comercial existente nessa data, como também existe no Natal, eu curto esse feriado, principalmente os chocolates.
Todos aqueles que se esforçam para lembrar-se da morte e ressurreição de Cristo nessa semana, acredito ser válido. Porque creio que Deus goste que tragam isso a memória das pessoas.
Só não é valido fazer sacrifícios, um jejum vai bem, mas peregrinações, sacrilégios entre outros atos que tragam algum sofrimento no corpo humano, anulam a validade daquilo que por amor e decisão de Deus, Jesus fez por nós, sofreu e morreu para expiar nossos pecados.
O real sentido da Páscoa é que Jesus sofresse e morresse por nós, pois se assim não fosse, nada poderia nos livrar do pecado, ou teríamos que continuar com a tradição do sacrifício de animais para que nossos pecados fossem perdoados.
Lembrando que isso tudo só tem sentido para aqueles que perceberam que precisam de perdão, C.S. Lewis dizia que a palavra de Deus só tem sentido quando o ser humano percebe que é pecador e que precisa ser perdoada, antes disso, a palavra de Deus não faz sentido algum, e nesse caso a Páscoa também não faz.
Deus tem a solução para aqueles que olharam para sua própria vida, e perceberam que há uma necessidade latente de ser perdoado. Para quem não percebeu isso na sua vida, a palavra de Deus, a mensagem de Cristo, não faz sentido.
E mais do que matar Cristo na sexta, não se esqueça de ressuscitá-lo no domingo, e em todos os dias de sua vida. Porque o que nos interessa, é que ele está vivo, que venceu a morte e que se nós crermos nele, através dele também venceremos, e viveremos eternamente no céu.
Lembremo-nos que somos seres espirituais vivendo uma experiência humana, e não o contrário. Tragamos a memória também que somos seres imortais, que escolhamos o caminho e planejemos o itinerário certo para chegarmos ao destino de descanso e paz e não o de sofrimento e perturbação, que durarão a eternidade.
Cristianismo “água com açúcar” é aquele que fala do destino de descaso e paz e esconde o destino de sofrimento e perturbação eterna, que não sejamos hipócritas, e lembramos sempre que é imensamente desastroso o caminho daqueles que não aceitam a Cristo, daqueles que acreditam não precisar de perdão, porque carregam o peso do pecado e do julgamento final sobre suas costas, e tem como destino certo, o inferno.
Que o conhecimento de Cristo e de sua palavra, ilumine seu coração e você possa encontrar motivos para ser perdoado, e deixe que Jesus lhe perdoe, para que possa vencer o mundo e a morte, e chegar ao destino de descanso e paz eterna no Céu.

domingo, 20 de novembro de 2011

Não dá para trocar



Há tempos não tinha sido bombardeado e minha fé não tinha sido colocada em “xeque” como nessa ultima semana.
É inegável que apesar de não ter feito aparentemente nada que desagradasse a Deus meu coração estava confuso.
E é uma confusão maligna que traz a dúvida, e onde está à dúvida não há fé, e tudo isso por permitir e abrir brechas para conversas malditas de pessoas enviadas por Satanás para nos abalar e desviar do caminho de Deus. Coisas aparentemente bobas, mas sutis o suficiente para nos afetar a alma e nos desviar do foco e nos deixar confusos e tristes.
Um bom exemplo dessa insistência para mudar o meu estilo de vida e deixar as coisas de Deus de lado, como aconteceu varias vezes nessa semana, foi ontem após um culto em um béssimo lugar ao pé de uma serra, encontrei uma menina linda, solteira como eu, sem namorado, insistindo muito para que a gente saísse junto e fosse no baile anual mais tradicional da minha cidade, que acontecia no mesmo dia, eu tive que decidir rápido o que queria fazer. Veja bem isso após um culto, claro que ela participa dos cultos, mas ela nunca conheceu verdadeiramente Jesus, não a culpo, pois vivi anos assim dentro da igreja, um dia ela encontrará o Deus que supre todas as necessidades e sairá de “cima do muro”.
E por essas e outras nesses dias tenho me abatido, e esse abatimento até hoje de manha tinha me deixado “em cima do muro” tambem, entre as coisas do mundo e o céu, entre Deus e o Diabo, e me perguntei mais uma vez, como em tantas outras vezes se realmente esse é o caminho certo, se vale realmente a pena tudo o que passo para servir a Deus, que às vezes parece distante, ou será que não estaria perdendo meu tempo com todo esse meu esforço em busca de uma esperança de vida eterna, que parece não condizer com a realidade latente e o modelo de vida das pessoas em toda a terra.
E hoje domingo para comemorar os 40 anos de casados de meu pai com minha mãe, fui a um lugar que há tempos não ia próximo de minha casa, um restaurante com represas, campo de futebol, sala de jogos, pessoas reunidas e tudo o necessário para que houvesse um mínimo de satisfação. Lá vi pessoas jogando, bebendo, comendo e se divertindo, e essa é uma das coisas que sou cobrado a fazer por ser crente, pois dizem que não me divirto. Tinha tudo para ser excelente, pessoas novas para conhecer, brincar etc., e não posso negar, me diverti, foi bom, não posso dizer que foi ruim, mas mesmo assim, ainda voltei para a casa com o coração apertado.
E esse sentimento eu conheço, é um sentimento de vazio, é um sentimento que era quase que diário antes de eu conhecer a Jesus, e depois de chegar em casa eu comecei a refletir sobre tudo o que já tinha vivido, sobre todas as festas que tinha participado, todas os "porres" que tinha tomado, todas as meninas que tinha ficado, todos os churrasco que tinha tocado (violão) e lembrei, isso nunca me satisfez. Sair de casa com os amigos, levar cerveja, comprar carne, e passar o dia todo comendo, jogando baralho ouvindo “corn music” com o volume do carro no máximo, ficando com uma menina bonitinha na beira de uma represa, como eu vi nesse domingo, nunca me satisfez.
Ir numa festa ficar a noite inteira dançando e depois sair com o carro cheio de mulher para algum lugar para esperar o dia clarear, nunca me preencheu o suficiente. Quando fazia isso ainda faltava algo. E era tanta frustração que muitas vezes saia de casa e voltava com a cabeça cheia daquele barulho daquelas musicas alucinantes e no máximo do som, cansado, e algumas vezes meio bêbado e um vazio enorme dentro de mim, e quando deitava na cama muitas vezes eu chorava, porque aquilo não era suficiente para mim, eu queria mais, eu precisava de mais, tinha algo faltando dentro de mim, e para o que as pessoas dizem que é diversão não estava faltando nada.  Então o que estava faltando? E a reposta eu sabia: eu estava longe de Deus. E eu tentei, tentei sair, beber, distrair, para preencher esse mesmo vazio que essa semana surgiu novamente, mas não deu. E hoje eu sai de casa com o coração duvidoso, e vi novamente o que eu posso ter se abandonar os caminhos de Deus, mas eu não quero, eu não quero esse vazio que estava sentindo essa semana, não quero isso para minha vida, nada compensa o amor de Deus em nossa vida.
E talvez essa semana eu tenha sido bombardeado, e eu tenha sentido de novo um pouquinho daquele vazio que durante muito tempo eu senti, e Deus tenha me mostrado de novo um pouco da diversão do mundo, e do que eu posso ter se eu deixar ele, até permitiu colocar minha fé em duvida, para me fazer lembrar dos momentos que já vivi e de quanto ele me preenche, e me faz feliz, sem precisar de nada disso , que algumas pessoas dizem que eu preciso. Porque nada compensa o amor de Deus que foi derramado nas nossas vidas, e como prova desse amor, o sangue de Jesus foi escorrido sobre a cruz, e eu não posso passar ileso a esse fato, porque tenho provas que Deus existe, que o Espirito de Jesus é vivo, está vivo, e olha e vê cada passo nosso na terra, e em breve virá para julgar os bons e os ruins, e todo o joelho se dobrará, verá e saberá de uma vez por todas, que ele é rei, e está sobre toda a criatura do universo.
É por isso que eu não o abandonarei, é por isso que eu sofro, porque participo de algo grandioso, porque é ele que preenche o "algo" que me falta, que diversão nenhuma no mundo preenche, é ele que me traz a sabedoria e a satisfação, é ele que me faz lembrar que a vida na terra é curta, é passageira, e não vale a pena se entregar as paixões que ela nos oferece, porque no céu serei eterno e a eternidade não tem fim. É um êxtase eterno de glória em glória para todo o sempre, e eu quero estar lá para ver, e estarei lá para ver, em nome de Jesus.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quem esta pronto para ouvir?


Atrasando a fala e a ira a fim de evitarmos desgraças desnecessárias
 
Uma das coisas mais difíceis na minha vida cristã, e acredito que de todos que se consideram cristão, refere-se a esses versículos de Tiago: 
“Sabeis estas cousas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. (Tg. 1. 19-20).
Quem dera o domínio próprio a favor do silencio? Só Deus para ter misericórdia da nossa boca e de nosso coração desesperadamente corrupto. È tão fácil “perder a cabeça” e sair falando um monte de palavras torpes. È tão fácil irar-se e amaldiçoar, condenar e se justificar.
Já ouvi pessoas afirmarem:
- Eu sou a pessoa mais justa do mundo!
Pode ser a do mundo, mas não a do universo, pois a justiça de Deus é bem diferente da nossa. E Deus tem me levado a caminhos difíceis a fim de mostra que sua justiça não é igual a minha, e que a justiça dele nada tem a ver com a justiça humana.
A ira gera um senso de justiça enorme, nos exaltando e nos posicionando acima do bem e do mal a fim de podermos agir conforme nossas próprias convicções, mas “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto...”. (Jer. 17.9).
Quanto à vontade desesperadora de falar é dito “o tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos” (Pr. 18.2), também é dito em Provérbios 12.23 que “o homem prudente oculta sua sabedoria; o coração dos insensatos proclama sua própria loucura”.
Se realmente aquilo que saia da nossa boca não fosse tão importante não existia tantas citações bíblicas a respeito daquilo que falamos, lembrando também que seremos julgados por cada palavra frívola que sair de nossa boca, fiquemos atentos ao que diz em Efésios “não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Ef. 4.29).
Que possamos pedir a Deus autocontrole naquilo que falamos e paciência com aquilo que nos ira e irrita, e não nos esquecermos de entregar nossas escapadas diárias, nossas palavras malditas todos os dias nas mãos de Jesus, para que nos livre e nos trate, a fim de exterminar cada pensamento e cada palavra que não edifique o templo do Espirito Santo (nosso corpo) e nem fira, nem incentive e excite o mal em todas as suas faces, naqueles que nos suportam nos ouvindo diariamente.
Que a graça e a misericórdia do Jesus ressurreto e vivo esteja conosco hoje e sempre, nos policiando daquilo que fere sua vontade, em busca de um patamar mais próximo de Deus, diminuindo nossa distancia e incredulidade em um Deus verdadeiro, puro e santo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Concessão de nossos antecedentes nos remete a não conformidades


“Tantas coisas pela metade, como essa imensa vontade, que não sabemos explicar, que não sabemos saciar...” (Dinho Ouro Preto).

Tenho uma amiga que diz que existem pessoas que nascem com “defeito de fábrica”, confesso que a princípio me incomodei com essa definição, e acho preconceituosa, mais ao final consenti para contextualizar o assunto.
Algumas pessoas nascem geneticamente predestinadas a terem determinadas doenças, outras nascem com algum problema físico ou psicológico que as impossibilitam de ter certos movimentos, ou dificuldades de fala, de audição e de socialização, outras desde crianças tem tendências homossexuais (alguns dizem que não querem ser mais nasceram com essa tendência). Temos pessoas transgêneras e transexuais, temos também siameses, pessoas pequenas demais, ou muito altas, gordos ou exageradamente magros, e muitas outras maneiras diferentes de comportamentos ou forma física e/ou psicológica, que fogem dos padrões considerados normais para a maioria dos humanos, que já tem requisitos preestabelecidos para aceitar ou não determinados fatos ou situações.
Não vem ao caso discutirmos ou tratarmos de forma desumana e preconceituosa as diferenças, mas a considerarmos, e a aceitarmos, pois alguns desses fatos nos remetem a perceber e a questionar, que essas diferenças existem, e são uma realidade em nossa condição de espécie humana, e não dá para passarmos ileso sem as percebermos, pois se assim o fizéssemos não teríamos volição, ou seja, preferência eletiva, e descaracterizaríamos como seres pensantes.
Ouvi alguém questionar:
- Que Deus é esse que diz que fez o homem a sua imagem e semelhança? Sendo que o homem é autodestrutivo e não sabe cuidar nem do ambiente em que vive. Pois se põe a jogar lixo nas ruas e rios, a cortar árvores, poluir as nascentes de água doce e a comprometer sua própria saúde, fumando, bebendo e usando drogas.
Que semelhança é essa de Deus que o ser humano tem? Quando empresário enche a cueca de dinheiro para pagar propina a mando de governo, quando ex-namorada de jogador é morta e corpo nunca aparece, ou quando pai joga filha do sexto andar de um edifício, ou quando bandidos roubam carro e criança fica presa ao cinto e é arrastada pelas ruas. Onde está a imagem e semelhança de Deus no ser humano?
O único erro na afirmação de minha amiga ao dizer que “existem pessoas que nascem com defeito de fábrica” é no verbo “existir”, pois é separatista, e não inclusivo, quando na verdade a afirmação deveria ser “todas as pessoas nascem com defeito de fábrica”, ou melhor, “nós nascemos com defeito de fábrica”.
Tudo isso remete a concessão feita por Adão no Éden, quando ele pecou, na verdade aceitou e cedeu a Satanás, toda legalidade dada por Deus ao homem, sobre ele mesmo. O poder e o domínio que o homem tinha sobre seus pensamentos e seus corpos foram dados a Satanás. A partir daí Satanás teve total legalidade sobre a raça humana, pois o homem decidiu dar isso ao Diabo e Deus que criou um ser pensante e volitivo capaz de decidir, não interferiu na decisão.
Minha imaginação é fértil, e consigo ouvir Adão questionando Deus a cantarolar a musica de Dinho Ouro Preto no jardim do Éden, para Deus ouvir, “Independência”:

Toda essa curiosidade
Que você tem pelo que eu faço
Eu não gosto de me explicar
Eu não gosto de me explicar...

Toda essa intensidade
Buscamos identidade
Mas não sabemos explicar
Mas não sabemos explicar...

Se paro e me pergunto
Será que existe alguma razão
Prá viver assim
Se não estamos
De verdade juntos...

Procuramos independência
Acreditamos na distância entre nós
Procuramos independência
Acreditamos na distância entre nós...

Toda essa meia verdade
A qual temos nos conformado
Só conseguimos nos afastar
Nós aprendemos a aceitar...

Tantas coisas pela metade
Como essa imensa vontade
Que não sabemos explicar
Que não sabemos saciar...

Procuramos independência e agora nascemos com “defeito de fábrica”, buscamos identidade e ficamos a questionar os porquês, arrependidos e envergonhados. Tantas coisas pela metade, como essa imensa vontade, que não sabemos explicar, que não sabemos saciar.
Mesmo depois disso tudo, de toda essa procura humana pela independência, e de ficarmos totalmente vulnerável a Satanás, Deus já tinha um plano para aqueles que ainda queriam e querem reestabelecer e diminuir a distância entre nós, ou seja, entre Deus e o ser humano.
Esse plano mais uma vez não tira a liberdade de decisão do homem, mas mostra um novo caminho, uma nova direção, que nos leva a reestabelecer o contato, e a diminuir a distancia entre nós, e trazendo de volta o poder para conseguirmos vencer imensas vontades de pecar, e saciando nossa sede de domínio próprio, justiça e amor.
E o novo plano foi o de ele próprio, O Deus Todo Poderoso se tornar homem através de Jesus, e pagar o preço na cruz, da minha e da sua busca insana e coagida independência.
 Agora, através de Jesus, novamente deixamos de ser coagidos, e de vivermos escravos do pecado, escravo das nossas imensas vontades, que não sabemos explicar, que não sabemos saciar e voltarmos a ser livre, mesmo com “defeitos de fabrica” temos a chance de reestabelecer contato com Deus e obtermos salvação e vida eterna, em um lugar sem defeitos e sem contaminação. Através de Jesus voltaremos para os cuidados do pai de forma dependente e amorosa. Jesus pagou o preço de nossa alma, mas nascemos com a herança do mal impregnada na carne, pois demos legalidade para que isso acontecesse, portanto para reestabelecermos definitivamente o contato com Deus, primeiro a carne deve ser morta, e essa é uma paga de todos os humanos tanto para aqueles que aceitaram Jesus quanto para aqueles que não aceitaram.
Que você pague isso tendo a certeza de que sua alma será novamente vivificada, para a honra e a glória do Senhor. Para isso, confesse a ele seus pecados, peça perdão, abra seu coração tão somente para ele, e ele te ouvirá. Questione-o no que achar conveniente, clame, chame, busque-o e o encontrará, não de forma superficial, mas de forma real e transformadora. Porque eu procurei, questionei, briguei, demorei mais aceitei, e minha vida mudou, e se não fosse bom não estaria compartilhando isso com você.
E lembre-se o domínio próprio e a salvação, ou seja, liberdade, só tem quem confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

Que a graça e a misericórdia de Deus estejam sobre sua vida hoje e sempre. Amém.

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